Sobre o autor
Poeta e dramaturgo, William Shakespeare é considerado um dos mais importantes autores de todos os tempos. Escrevia poemas desde cedo. Depois de alcançar a fama se retirou para uma luxuosa propriedade na sua cidade natal, onde faleceu. A seguir alguns dos seus maiores clássicos: Romeu e Julieta, Hamlet, A megera domada, entre outros.
O período maneirista
O estilo maneirista foi decorrente da tentativa de harmonizar a espiritualidade medieval e o realismo renascentista.
O maneirismo não cobre um período histórico particular, estritamente delimitado. Representa p principal estilo entre 1530 e 1600, mas não domina o século sem oposição, e, sobretudo no começo e no fim do período, mistura-se com tendências barrocas. Nas obras de Rafael e Michelangelo já existe uma disputa entre os propósitos veemente expressionistas do barroco e a concepção intelectualmente “surrealista” do maneirismo.
Ele representa um elo entre a Renascença e o Barroco. Ao mesmo tempo em que repele os valores renascentistas e a ordem clássica, assiste-se a um anticlericarismo como forma de oposição aos princípios de ordem e obediência às regras.
Características do maneirismo
Sensação de ambigüidade, alienação, presença da catarse, estilo literário: estranho e o bizarro, jogos de palavra, crise espiritual, paradoxo moral e religioso, impressão de eloqüência e grandeza, linguagem enigmática e paradoxal.
Resumo da obra
O Rei Lear é uma narrativa que conta a história de um rei, que chegando à sua senilidade, vê-se obrigado a dividir seu reino com suas três filhas,Regana, Goneril e Cordélia, já que não teve nenhum filho varão. Ao questionar suas três filhas sobre o tamanho do amor que cada uma sentia por ele, Cordélia foi a única que não usou de exageros e bajulações, parecendo assim, às vistas do rei, orgulhosa e ingrata, fazendo assim com que o rei a deserdasse,mesmo sob os protestos de Kent, deixando o reino para suas duas irmãs, Regana e Goneril. Cordélia é expulsa do reino casando-se com o rei da França.
Enquanto isso, Edmundo, filho bastardo do conde Gloucester, faz o pai acreditar que está sendo traído pelo seu filho legítimo Edgar. Edgar então foge do reino, mandado pelo irmão, sem desconfiar das armações de Edmundo para este herdar sozinho a herança do pai. Kent,que depois de defender Cordélia, na frustrante tentativa de fazer com que o rei percebesse o tamanho do erro que estava cometendo acabou expulso do reino. Ele se disfarça e consegue se tornar novamente um servidor do rei. O rei, ao ser maltratado por Goneril, parte para a casa de Regana que o recebe com desgosto. Ele então, extremamente decepcionado com suas duas filhas, sai sem rumo no meio de uma tempestade, chegando à insanidade de tanta tristeza.
O conde Gloucester vendo o estado lamentável do rei Lear, resolve acolhê-lo mesmo sabendo que irá despertar o ódio de Regana e o marido, e de Goneril.Ao saberem da traição do conde Gloucester, mandam buscá-lo. Ao ser apanhado, Cornualha, marido de Regana. lhe arranca um olho e ao preparar-se para arrancar o outro, um servidor o ataca e acaba matando-o e morrendo logo em seguida.O conde Gloucester, agora cego, encontra Edgar que neste momento finge-se de louco e não é reconhecido.
Cordélia é informada do estado do pai o rei Lear e chora diante da ingratidão das irmãs. Logo após manda procurar o pai.
Enquanto isso Gloucester manda o filho levá-lo ao topo de uma montanha para lá se jogar, Edgar, na tentativa de fazê-lo recuperar a razão, o faz acreditar que estão à beira de um precipício, estando em terra firme. Ao se jogar e vê que não morreu, Gloucester desiste de acabar com a vida.
O Rei enfim encontra-se com Cordélia.
Regana pergunta a Edmundo se este nutre algum sentimento por sua irmã, Regana. Ele nega.
O rei Lear e Cordélia são presos ao serem derrotados na batalha da França contra a Bretanha.
Enquanto isso, Regana e Goneril matam-se pelo amor de Edmundo.
Análise da obra a partir das características maneiristas
Alienação : O Rei Lear, alienado, não consegue identificar quais das filhas o amam de verdade.
No caso de Gloucester, este julga ser traído pelo filho errado.
Catarse – A catarse acontece quando Gloucester fica cego e percebe a verdade.
Linguagem enigmática e paradoxal- O Bobo, durante toda a narrativa, diz a verdade ao rei e ele não percebe.
Conclusão
Sendo assim, percebemos que Shakespeare usou da obra O Rei Lear para descrever a fase da senilidade e as dificuldades de que um senil tem de discernir o que acontece a sua volta. Mesmo Rei Lear sendo uma obra escrita há muitos anos atrás, podemos notar que traz muitas catacteríticas atuais como a falsidade, a ambição, a soberba, entre outros. Essa foi mais uma das brilhantes obras de William Shakespeare.
domingo, 25 de abril de 2010
sábado, 24 de abril de 2010
CENTRO DE ENSINO ATENAS MARANHENSE
FACULDADE ATENAS MARANHENSE
CURSO DE LETRAS
ELAINE CARDOSO NASCIMENTO
GARDENIA SILVA DA CUNHA
JOSÉ JOÃO BATISTA ARAÚJO
JOSÉ ROBSON DOS SANTOS
ZENILDA DE ALENCAR SENA
ANÁLISE DA OBRA HAMLET DE SHAKESPEARE
SÃO LUIS
2010
1. WILLIAM SHAKESPEARE
Shakespeare é considerado um dos mais importantes dramaturgos e escritores de todos os tempos. Seus textos literários são verdadeiras obras de arte e permaneceram vivas até os dias de hoje, onde são retratadas freqüentemente pelo teatro, televisão, cinema e literatura.
Nasceu em 23 de abril de 1564, na pequena cidade inglesa de Stratford-Avon. Nesta região começa seus estudos e já demonstra grande interesse pela literatura e pela escrita. Com 18 anos de idade casou-se com Anne Hathaway e, com ela, teve três filhos. No ano de 1591 foi morar na cidade de Londres, em busca de oportunidades na área cultural. Começa escrever sua primeira peça, Comédia dos Erros, no ano de 1590 e termina quatro anos depois. Nesta época escreveu aproximadamente 150 sonetos.
Os textos de Shakespeare fizeram e ainda fazem sucesso, pois tratam de temas próprios dos seres humanos, independente do tempo histórico. Amor, relacionamentos afetivos, sentimentos, questões sociais, temas políticos e outros assuntos, relacionados a condição humana, são constantes nas obras deste escritor.
Principais obras :comédias: O Mercador de Veneza, Sonho de uma noite de verão, A Comédia dos Erros, Os dois fidalgos de Verona, Muito barulho por coisa nenhuma, Noite de reis, Medida por medida, Conto do Inverno, Cimbelino, Megera Domada e A Tempestade. Tragédias: Tito Andrônico, Romeu e Julieta, Julio César, Macbeth, Antônio e Cleópatra, Coriolano, Timon de Atenas, O Rei Lear, Otelo e Hamlet.
2. MANEIRISMO
Maneirismo foi um estilo e um movimento artístico que se desenvolveu na Europa aproximadamente entre 1515 e 1600 como uma revisão dos valores clássicos e naturalistas prestigiados pelo Humanismo renascentista e cristalizados na Alta Renascença. Alguns autores concebem o maneirismo não como um estilo perfeitamente autônomo e desenvolvido, mas como uma espécie de ponteentre o Renascimento e o barroco,como um estilo de transição, por conseguinte, onde se entrelaçam as manifestações derradeiras do estilo renascentista tardio e os alvores do estilo barroco.
2.1 CARACTERISTICAS DO MANEIRISMO
Nesse sentido se perceberá que o maneirismo tem características variadas, difícil de reuni-las a um único conceito.O termo Maneirismo foi utilizado por Giorgio Vasari para se referir a "maneira" de cada artista trabalhar. Uma evidente tendência para a estilização exagerada e um capricho nos detalhes começam a ser sua marca, extrapolando assim as rígidas linhas dos cânones clássicos.Muitos críticos consideram que o maneirismo representa a oposição ao classicismo e ao mesmo tempo, manteve-se como tendência artística até o desenvolvimento do Barroco, que marcaria a nova visão artística da Igreja Católica, após o movimento de contra reforma Alguns historiadores o consideram uma transição entre o renascimento e o barroco, enquanto outros preferem vê-lo como um estilo propriamente dito.
3. RESUMO DE HAMLET
O rei Hamlet, depois de ter vencido em duelo Fortimbrás, rei da Noruega, ficou senhor de alguns territórios que pertenciam ao monarca.
O rei Hamlet morreu supostamente envenenado com uma picada de uma cascavel, com poucos dia de sua morte o seu irmão Claudius assume o trono e casa-se com a rainha Gertrudes, a viúva, ato que deixou o filho Hamlet indiguinado.
Alguns dias depois o fantasma do rei Hamlet começou a aparecer para os guardas, os quais resolveram por o príncipe Hamlet a par da situação. O príncipe decidiu ficar de vigia com os soldados para ver o fatasma do pai. Ao chegar ao local o fantasma do rei apareceu e revelou ao filho que não teria sido morto pelo veneno de uma cobra, e sim pelo veneno que seu irmão Claudius havia colocado em seu ouvido. O rei pede que seu filho se vingue da sua morte. O principe promete ao pai punir o seu tio Claudius pelo assassinato.
Hamlet decide fingir que está louco, como estratégia pra descobrir se de fato o seu tio Claudios assassinara seu pai. Todos pensam que o principe realmente havia enlouquecido.
O rei Claudius, homem ambicioso capaz das piores atrocidades para alcançar seus objetivos tenta de todas as formas matar o principe Hamlet, o qual com sua inteligência e asturcia se livra de quase todas as tentativas.
A certa altura Hamlet mata Polônio, conselheiro do rei Claudius e pai de Ofélia ( a jovem que ele ama ), que estava a espionar-lhe por detrás das cortinas a mando do rei Claudius, Hamlet mata Polônio dizendo que estava matando um rato.
Claudius indiguinado com a morte de Polônio, decide mandar o principe Hamlet para a Inglaterra. O rei escreve uma carta ao rei da Inglaterra pedindo que este matasse o principe assim que ele chegasse na inglaterra. Hamlet descobre o plano e decide alterá-lo. No terceiro dia de viagem, o barco foi atacado por um navios de piratas. Hamlet ofereceu dez mil coroas para que eles o levasse de volta.
Entretanto, o filho de Polõnio, Laertes, regressou à dinamarca com a intenção de se vingar do homem que matou seu pai. Quando lá chegou teve a notícia que sua irmã Ofélia teria morrido ao tentar subir a um ramo para pendurar grinaldas de flores. O ramo partiu-se, e Ofélia morreu afogada.
Com a volta de Hamlet ao castelo, o rei conveceu Laertes a matar o principe em uma competição de esgrima. Laertes preparou uma espada envenenada, e caso desse algo errado haveria uma taça de vinho envenenado que o rei preparou para Hamlet tomar quando desse cede.
Durante o combate Hamlet é ferido pela espada envenenada, com a troca da espada Hamlet fere Laertes, a rainha Gertudes sem saber bebe o vinho que foi preparado para Hamlet, a rainha morre e Laertes já morrendo também fala a Hamlet que sua mãe morreu envenenada e que ele também iria morrer pois a espeda estaria com um veneno mortal, Hamlet já sabendo que iria morrer, lanca-se contra o rei e o golpeia com a mesma espada.
Hamlet em seus ultimos minutos de vida fala ao seu amigo Horácio que quem iria subir ao trono seria o jovem Fortimbras, e logo em seguida morre. Fortimbras assume o trono e faz o velório de Hamet digno de um rei, com marcha fúnebre e salva de artilharia.
4. ANÁLISE A PARTIR DAS CARACTERISTICAS MANEIRISTAS.
· PROBLEMA FILOSÓFICOS MORAIS - Seria o incesto, do rei Claudius com a rainha Gertudes.
[...] Sim, ela - Ó céu! Um animal que é
destruído da faculdade da palavra, certo choraria
mais tempo! - desposada! pelo irmão de meu pai,
mas que tem tanto dele tal como eu de Hércules.
Num mês, antes que o sal das lágrimas tão falsas
secassem de seus olhos tumefeitos estar ela casada!
Oh! pressa iníqua de subir para o tálamo incestuoso! p.24
· FATOR SOBRENATURAL - A aparição do fantasma do rei Hamlet.
[...]Montei guarda
com eles na outra noite... E eis que na hora indicada,
sob a forma que eles a descreveram, tudo exato,
voltou a aparição... Sim, vosso pai; conheci-o; estas
mãos não se parecem tanto. p.26
· COMPLEXIDADE - A loucura de Ofélia após a morte do pai começa a falar tudo em canto.
OFÉLIA (canta): Levaram-no a enterrar sem
cobertura...
Tra-lá, la-rá! p.105
· O TEATRO DENTRO DO TEATRO - Quando Hamlet arma uma peça de teatro.
HAMLET: .A Ratoeira.; mas, já se vê, simples
metáfora. A peça se baseia na história de um crime
ocorrido em Viena; Gonzago é o nome do duque;
Batista, o da mulher. Ides ver dentro de pouco: pura
velhacaria. Mas, que importa? Nem Vossa Majestade,
nem eu, que temos a consciência limpa, somos
atingidos. p. 76,77.
· A DUPLA NATUREZA DO HEROI - Hamlet finge que está louco.
HAMLET: Bem; se assim é, irei ter com minha mãe
neste momento. (À parte.) Esta gente brinca de
doido comigo, ao ponto de arrebentar-me a
paciência. p. 82
5. CONCLUSÃO
Na obra Hamlet o tema principal é o adiamento da vingança de um filho pelo assassinato do pai. Tal adiamento desencadeia no decorrer da obra, um sentimento de culpa no personagem principal. Um conflito interno entre o “ ser ou não ser” entre o cumprir com o dever ou não.
As características citadas são as mais relevantes da obra. Sendo possível através delas entender a essência desta obra de Shakespeare, sem dúvida, uma de suas mais importante .
A tragédia é marcada pela contradição e pelo conflito, indicando o estilo pessoal do autor, sentimento de dúvida, fracasso, ambigüidade, duplicidade, ironia, melancolia, desencanto, complexidade e pathos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
http://historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=232
http://www.suapesquisa.com/shakespeare/
A tragédia de hamlet, Príncipe da dinamarca
William shakespeare
FACULDADE ATENAS MARANHENSE
CURSO DE LETRAS
ELAINE CARDOSO NASCIMENTO
GARDENIA SILVA DA CUNHA
JOSÉ JOÃO BATISTA ARAÚJO
JOSÉ ROBSON DOS SANTOS
ZENILDA DE ALENCAR SENA
ANÁLISE DA OBRA HAMLET DE SHAKESPEARE
SÃO LUIS
2010
1. WILLIAM SHAKESPEARE
Shakespeare é considerado um dos mais importantes dramaturgos e escritores de todos os tempos. Seus textos literários são verdadeiras obras de arte e permaneceram vivas até os dias de hoje, onde são retratadas freqüentemente pelo teatro, televisão, cinema e literatura.
Nasceu em 23 de abril de 1564, na pequena cidade inglesa de Stratford-Avon. Nesta região começa seus estudos e já demonstra grande interesse pela literatura e pela escrita. Com 18 anos de idade casou-se com Anne Hathaway e, com ela, teve três filhos. No ano de 1591 foi morar na cidade de Londres, em busca de oportunidades na área cultural. Começa escrever sua primeira peça, Comédia dos Erros, no ano de 1590 e termina quatro anos depois. Nesta época escreveu aproximadamente 150 sonetos.
Os textos de Shakespeare fizeram e ainda fazem sucesso, pois tratam de temas próprios dos seres humanos, independente do tempo histórico. Amor, relacionamentos afetivos, sentimentos, questões sociais, temas políticos e outros assuntos, relacionados a condição humana, são constantes nas obras deste escritor.
Principais obras :comédias: O Mercador de Veneza, Sonho de uma noite de verão, A Comédia dos Erros, Os dois fidalgos de Verona, Muito barulho por coisa nenhuma, Noite de reis, Medida por medida, Conto do Inverno, Cimbelino, Megera Domada e A Tempestade. Tragédias: Tito Andrônico, Romeu e Julieta, Julio César, Macbeth, Antônio e Cleópatra, Coriolano, Timon de Atenas, O Rei Lear, Otelo e Hamlet.
2. MANEIRISMO
Maneirismo foi um estilo e um movimento artístico que se desenvolveu na Europa aproximadamente entre 1515 e 1600 como uma revisão dos valores clássicos e naturalistas prestigiados pelo Humanismo renascentista e cristalizados na Alta Renascença. Alguns autores concebem o maneirismo não como um estilo perfeitamente autônomo e desenvolvido, mas como uma espécie de ponteentre o Renascimento e o barroco,como um estilo de transição, por conseguinte, onde se entrelaçam as manifestações derradeiras do estilo renascentista tardio e os alvores do estilo barroco.
2.1 CARACTERISTICAS DO MANEIRISMO
Nesse sentido se perceberá que o maneirismo tem características variadas, difícil de reuni-las a um único conceito.O termo Maneirismo foi utilizado por Giorgio Vasari para se referir a "maneira" de cada artista trabalhar. Uma evidente tendência para a estilização exagerada e um capricho nos detalhes começam a ser sua marca, extrapolando assim as rígidas linhas dos cânones clássicos.Muitos críticos consideram que o maneirismo representa a oposição ao classicismo e ao mesmo tempo, manteve-se como tendência artística até o desenvolvimento do Barroco, que marcaria a nova visão artística da Igreja Católica, após o movimento de contra reforma Alguns historiadores o consideram uma transição entre o renascimento e o barroco, enquanto outros preferem vê-lo como um estilo propriamente dito.
3. RESUMO DE HAMLET
O rei Hamlet, depois de ter vencido em duelo Fortimbrás, rei da Noruega, ficou senhor de alguns territórios que pertenciam ao monarca.
O rei Hamlet morreu supostamente envenenado com uma picada de uma cascavel, com poucos dia de sua morte o seu irmão Claudius assume o trono e casa-se com a rainha Gertrudes, a viúva, ato que deixou o filho Hamlet indiguinado.
Alguns dias depois o fantasma do rei Hamlet começou a aparecer para os guardas, os quais resolveram por o príncipe Hamlet a par da situação. O príncipe decidiu ficar de vigia com os soldados para ver o fatasma do pai. Ao chegar ao local o fantasma do rei apareceu e revelou ao filho que não teria sido morto pelo veneno de uma cobra, e sim pelo veneno que seu irmão Claudius havia colocado em seu ouvido. O rei pede que seu filho se vingue da sua morte. O principe promete ao pai punir o seu tio Claudius pelo assassinato.
Hamlet decide fingir que está louco, como estratégia pra descobrir se de fato o seu tio Claudios assassinara seu pai. Todos pensam que o principe realmente havia enlouquecido.
O rei Claudius, homem ambicioso capaz das piores atrocidades para alcançar seus objetivos tenta de todas as formas matar o principe Hamlet, o qual com sua inteligência e asturcia se livra de quase todas as tentativas.
A certa altura Hamlet mata Polônio, conselheiro do rei Claudius e pai de Ofélia ( a jovem que ele ama ), que estava a espionar-lhe por detrás das cortinas a mando do rei Claudius, Hamlet mata Polônio dizendo que estava matando um rato.
Claudius indiguinado com a morte de Polônio, decide mandar o principe Hamlet para a Inglaterra. O rei escreve uma carta ao rei da Inglaterra pedindo que este matasse o principe assim que ele chegasse na inglaterra. Hamlet descobre o plano e decide alterá-lo. No terceiro dia de viagem, o barco foi atacado por um navios de piratas. Hamlet ofereceu dez mil coroas para que eles o levasse de volta.
Entretanto, o filho de Polõnio, Laertes, regressou à dinamarca com a intenção de se vingar do homem que matou seu pai. Quando lá chegou teve a notícia que sua irmã Ofélia teria morrido ao tentar subir a um ramo para pendurar grinaldas de flores. O ramo partiu-se, e Ofélia morreu afogada.
Com a volta de Hamlet ao castelo, o rei conveceu Laertes a matar o principe em uma competição de esgrima. Laertes preparou uma espada envenenada, e caso desse algo errado haveria uma taça de vinho envenenado que o rei preparou para Hamlet tomar quando desse cede.
Durante o combate Hamlet é ferido pela espada envenenada, com a troca da espada Hamlet fere Laertes, a rainha Gertudes sem saber bebe o vinho que foi preparado para Hamlet, a rainha morre e Laertes já morrendo também fala a Hamlet que sua mãe morreu envenenada e que ele também iria morrer pois a espeda estaria com um veneno mortal, Hamlet já sabendo que iria morrer, lanca-se contra o rei e o golpeia com a mesma espada.
Hamlet em seus ultimos minutos de vida fala ao seu amigo Horácio que quem iria subir ao trono seria o jovem Fortimbras, e logo em seguida morre. Fortimbras assume o trono e faz o velório de Hamet digno de um rei, com marcha fúnebre e salva de artilharia.
4. ANÁLISE A PARTIR DAS CARACTERISTICAS MANEIRISTAS.
· PROBLEMA FILOSÓFICOS MORAIS - Seria o incesto, do rei Claudius com a rainha Gertudes.
[...] Sim, ela - Ó céu! Um animal que é
destruído da faculdade da palavra, certo choraria
mais tempo! - desposada! pelo irmão de meu pai,
mas que tem tanto dele tal como eu de Hércules.
Num mês, antes que o sal das lágrimas tão falsas
secassem de seus olhos tumefeitos estar ela casada!
Oh! pressa iníqua de subir para o tálamo incestuoso! p.24
· FATOR SOBRENATURAL - A aparição do fantasma do rei Hamlet.
[...]Montei guarda
com eles na outra noite... E eis que na hora indicada,
sob a forma que eles a descreveram, tudo exato,
voltou a aparição... Sim, vosso pai; conheci-o; estas
mãos não se parecem tanto. p.26
· COMPLEXIDADE - A loucura de Ofélia após a morte do pai começa a falar tudo em canto.
OFÉLIA (canta): Levaram-no a enterrar sem
cobertura...
Tra-lá, la-rá! p.105
· O TEATRO DENTRO DO TEATRO - Quando Hamlet arma uma peça de teatro.
HAMLET: .A Ratoeira.; mas, já se vê, simples
metáfora. A peça se baseia na história de um crime
ocorrido em Viena; Gonzago é o nome do duque;
Batista, o da mulher. Ides ver dentro de pouco: pura
velhacaria. Mas, que importa? Nem Vossa Majestade,
nem eu, que temos a consciência limpa, somos
atingidos. p. 76,77.
· A DUPLA NATUREZA DO HEROI - Hamlet finge que está louco.
HAMLET: Bem; se assim é, irei ter com minha mãe
neste momento. (À parte.) Esta gente brinca de
doido comigo, ao ponto de arrebentar-me a
paciência. p. 82
5. CONCLUSÃO
Na obra Hamlet o tema principal é o adiamento da vingança de um filho pelo assassinato do pai. Tal adiamento desencadeia no decorrer da obra, um sentimento de culpa no personagem principal. Um conflito interno entre o “ ser ou não ser” entre o cumprir com o dever ou não.
As características citadas são as mais relevantes da obra. Sendo possível através delas entender a essência desta obra de Shakespeare, sem dúvida, uma de suas mais importante .
A tragédia é marcada pela contradição e pelo conflito, indicando o estilo pessoal do autor, sentimento de dúvida, fracasso, ambigüidade, duplicidade, ironia, melancolia, desencanto, complexidade e pathos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
http://historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=232
http://www.suapesquisa.com/shakespeare/
A tragédia de hamlet, Príncipe da dinamarca
William shakespeare
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José Robson e Zenilda
REI LEAR
Trabalho Rei Lear- Equipe- Danilo, Simone, Magno e Felipe
William Shakespeare (1564 - 1616)
William Shakespeare nasceu aos 23 de abril de 1564 em Stratford-Avon, Inglaterra, e gozou de uma vida rica até os 12 anos. A partir de então, com a falência do pai, foi obrigado a trocar os estudos pelo trabalho árduo, passando a contribuir para o sustento da família. Guardava, entretanto, os conhecimentos adquiridos na escola elementar, na qual havia iniciado seus estudos de inglês, grego e latim. Além disso, continuou a ler autores clássicos, poemas, novelas e crônicas históricas.
Aos 18 anos casou-se com a rica Anna Hathaway, oito anos mais velha, com quem teve três filhos.
Não se sabe ao certo o motivo por que seguiu sozinho para Londres quando tinha 23 anos. Nessa cidade teve vários empregos, o mais significativo foi guardador de cavalos em um teatro. Algum tempo depois Shakespeare passou a copiar peças e representou alguns papeis. Mais tarde, virou sócio do teatro, depois de algum tempo tornou-se dono do lugar.
Atribui-se a William Shakespeare a autoria de 37 ou 38 peças, das quais destacam-se Antony e Cleópatra, Rei Lear, Hamlet, Otelo, A Tempestade, A comédia dos erros, A Megera domada, Macbeth etc.
Shakespeare é autor também dos seguintes poemas: Vênus e Adônis, 1593; O rapto de Lucrécia, 1594 e 154 sonetos, publicados em 1609, que expressam, entre outras coisas, agitação e frustração.
Shakespeare morreu em 23/4/1616, ao que se diz, das conseqüências de um banquete com Samuel Jhonson.
É impossível estabelecer as datas exatas das obras de Shakespeare, mas pode-se classificá-las em quatro grandes grupos, que representam os períodos de sua vida, da juventude à velhice: As obras do primeiro período são marcadas por sonhos juvenis e pelo espírito exuberante; O segundo período foi o das grandes crônicas e comédias românticas; Depressão e tristeza marcam terceiro período. O motivo de ou a desilusão que levou o dramaturgo a sentir-se deprimido durante essa fase da vida, não se sabe ao certo. No quarto período a tempestade abrigada no espírito de Shakespeare parece ter desvanecido.
Assim, o gênio William Shakespeare completa seu ciclo vida sem diminuir seu poder poético e com um retorno quase divino ao seu apogeu na literatura universal
O Período Maneirista e as Características do Maneirismo
Maneirismo de Shakespeare de Roma
O Maneirismo foi um estilo e um movimento artístico que se desenvolveu na Europa, com uma revisão de valores clássicos e naturalistas prestigiados pelo Humanismo Renascentista. O maneirismo foi manifestado na pintura, escultura e arquitetura e se originaram na Itália, teve impacto com outras artes, foi influenciada na cultura em todas as regiões européias.
Em sua origem, foi o início de uma nova forma de desfrutar a arte apenas como prazer privado, e não como afirmação publica de poder e de ideologia.
Características do Maneirismo:
· Deliberada sofisticação intelectualista;
· Valorização da originalidade e das interpretações;
· Dinamismo e complexidade de suas formas;
· Artificializarão no tratamento dos seus temas, a fim de conseguir maior emoção, elegância, poder ou tensão.
A origem do Maneirismo foi marcada por profundas mudanças:
· Na economia: abertura de novas rotas comerciais com grandes navegações: Portugal e Espanha, grandes potenciais navais; surgimento de grandes indústrias, oficinas e manufaturas.
· Na política: invasão da Itália pelo França, Alemanha e Espanha, levando a uma radical alteração no equilíbrio de forças do continente, culminando no saque de Roma, também levando a uma fuga de artistas e intelectuais para outras paragens.
· Na religião: Agitação da Reforma Protestante pôs um fim a primazia do Catolicismo e do Papado: surgimento da Contra-Reforma na tentativa de colocar os fieis para o lado Protestante: persa de influência política da Igreja.
· Na cultura: continua manter se prestígio internacional e o espoliamento de bens onde a Itália sofreu pelas grandes potencias.
A primeira fase do Maneirismo aparece primeira na Florença e depois em Roma, e, é dominada de fase anticlássica do Maneirismo.Sua obra é formada por um contraste nítido em relação ao classicismo anterior.É marcada pó vários artistas de Roma após o saque de Roma;Fundaram novos centros regionais e estimularam vários aristas.
Características da Literatura no Maneirismo
Artes visuais, ou seja, pela perda da unidade clássica, que refletia consciência dramática.
O estilo de polimorfo e prolífico Shakespeare:
Sua obra sofre uma transformação ao longo do tempo mostrando a passagem da atmosfera renascentista humanista, idílica, e classicista para o maneirismo e sua melancolia, desencanto, complexidade.
Resumo da Obra
Lear, rei da Bretanha, decide dividir o reino entre suas três filhas: Goneril (esposa, do duque da Albany); Regan (esposa do duque de Cornualha); e Cordélia (que tinha por pretendentes o rei da França e o duque da Borgonha). Para calcular a partilha, pede às filhas que demonstrem a gratidão e o amor que sentem pelo pai. Apenas Cordélia contraria as expectativas do rei e é expulsa do reino, entregue sem dote ao rei da França. O duque de Kent intercede por Cordélia e também é expulso. O duque de Kent, entretanto, em vez de partir para o exílio, retorna ao reino disfarçado para só revelar-se no fim da peça.
Enquanto isso, o conde de Glócester, agindo de forma semelhante a Lear, acredita que o seu filho legítimo, Edgar, tem planos de matá-lo. Ajudado por Kent, Edgar refugia-se disfarçado de mendigo.
Lear se arrepende e volta sua fúria contra Goneril que se une a Regan contra o pai. Lear, Goneril e Regan se reencontram na casa do conde de Glócester, onde o rei rompe definitivamente com as filhas. Expulso, o velho rei enlouquece e se refugia em uma cabana, a mesma onde se escondiam Kent e Edgar, disfarçados.
Edmundo, filho bastardo de Glócester, trama novamente contra o pai e acusa-o de aliar-se aos franceses para invadir o reino da Bretanha. Furioso, o duque de Cornualha arranca os olhos de Glócester e o expulsa da própria casa. Um servidor fiel a Glócester mata Cornualha. Glócester, cego e arrependido de ter acreditado em Edmundo, segue guiado por Edgar até encontrar-se com Lear.
Edmundo seduz Goneril e Regan e torna-se o comandante das forças inglesas. Ao lado do duque de Albany vence os franceses, prende Lear e Cordélia e os condena à morte. Goneril envenena Regan com ciúme e se mata quando o próprio adultério é descoberto. Glócester morre de desgosto quando Edgard se revela. Alertado por Kent, Albany prende Edmundo que confessa a trama e avisa sobre a sentença contra Lear e Cordélia, porém, tarde demais. Cordélia é enforcada e Lear morre tentando reavivar a filha.
Análise de Rei Lear
Podemos observar em Rei Lear, fortes características do maneirismo. O Maneirismo foi um estilo de elite, reduzido a um grupo de intelectuais e teve como características; a fusão do cômico e do trágico, a figura do herói, ora ridículo, ora sublime e a síntese de elementos sensuais e intelectuais. Com uma linguagem carregada de metáforas e jogos de palavras misturando a realidade e a fantasia. Percebemos a trama cheia de reviravoltas, paixão, traição e com um final trágico.
Conclusão
A sociedade atual vivencia situações semelhantes às descritas por Shakespeare em King Lear. O egoísmo, a ganância pelo poder dentre outros fatores como a desigualdade social constroem um universo individualista que se não existisse, as concepções de justiça perderiam a utilidade.
William Shakespeare (1564 - 1616)
William Shakespeare nasceu aos 23 de abril de 1564 em Stratford-Avon, Inglaterra, e gozou de uma vida rica até os 12 anos. A partir de então, com a falência do pai, foi obrigado a trocar os estudos pelo trabalho árduo, passando a contribuir para o sustento da família. Guardava, entretanto, os conhecimentos adquiridos na escola elementar, na qual havia iniciado seus estudos de inglês, grego e latim. Além disso, continuou a ler autores clássicos, poemas, novelas e crônicas históricas.
Aos 18 anos casou-se com a rica Anna Hathaway, oito anos mais velha, com quem teve três filhos.
Não se sabe ao certo o motivo por que seguiu sozinho para Londres quando tinha 23 anos. Nessa cidade teve vários empregos, o mais significativo foi guardador de cavalos em um teatro. Algum tempo depois Shakespeare passou a copiar peças e representou alguns papeis. Mais tarde, virou sócio do teatro, depois de algum tempo tornou-se dono do lugar.
Atribui-se a William Shakespeare a autoria de 37 ou 38 peças, das quais destacam-se Antony e Cleópatra, Rei Lear, Hamlet, Otelo, A Tempestade, A comédia dos erros, A Megera domada, Macbeth etc.
Shakespeare é autor também dos seguintes poemas: Vênus e Adônis, 1593; O rapto de Lucrécia, 1594 e 154 sonetos, publicados em 1609, que expressam, entre outras coisas, agitação e frustração.
Shakespeare morreu em 23/4/1616, ao que se diz, das conseqüências de um banquete com Samuel Jhonson.
É impossível estabelecer as datas exatas das obras de Shakespeare, mas pode-se classificá-las em quatro grandes grupos, que representam os períodos de sua vida, da juventude à velhice: As obras do primeiro período são marcadas por sonhos juvenis e pelo espírito exuberante; O segundo período foi o das grandes crônicas e comédias românticas; Depressão e tristeza marcam terceiro período. O motivo de ou a desilusão que levou o dramaturgo a sentir-se deprimido durante essa fase da vida, não se sabe ao certo. No quarto período a tempestade abrigada no espírito de Shakespeare parece ter desvanecido.
Assim, o gênio William Shakespeare completa seu ciclo vida sem diminuir seu poder poético e com um retorno quase divino ao seu apogeu na literatura universal
O Período Maneirista e as Características do Maneirismo
Maneirismo de Shakespeare de Roma
O Maneirismo foi um estilo e um movimento artístico que se desenvolveu na Europa, com uma revisão de valores clássicos e naturalistas prestigiados pelo Humanismo Renascentista. O maneirismo foi manifestado na pintura, escultura e arquitetura e se originaram na Itália, teve impacto com outras artes, foi influenciada na cultura em todas as regiões européias.
Em sua origem, foi o início de uma nova forma de desfrutar a arte apenas como prazer privado, e não como afirmação publica de poder e de ideologia.
Características do Maneirismo:
· Deliberada sofisticação intelectualista;
· Valorização da originalidade e das interpretações;
· Dinamismo e complexidade de suas formas;
· Artificializarão no tratamento dos seus temas, a fim de conseguir maior emoção, elegância, poder ou tensão.
A origem do Maneirismo foi marcada por profundas mudanças:
· Na economia: abertura de novas rotas comerciais com grandes navegações: Portugal e Espanha, grandes potenciais navais; surgimento de grandes indústrias, oficinas e manufaturas.
· Na política: invasão da Itália pelo França, Alemanha e Espanha, levando a uma radical alteração no equilíbrio de forças do continente, culminando no saque de Roma, também levando a uma fuga de artistas e intelectuais para outras paragens.
· Na religião: Agitação da Reforma Protestante pôs um fim a primazia do Catolicismo e do Papado: surgimento da Contra-Reforma na tentativa de colocar os fieis para o lado Protestante: persa de influência política da Igreja.
· Na cultura: continua manter se prestígio internacional e o espoliamento de bens onde a Itália sofreu pelas grandes potencias.
A primeira fase do Maneirismo aparece primeira na Florença e depois em Roma, e, é dominada de fase anticlássica do Maneirismo.Sua obra é formada por um contraste nítido em relação ao classicismo anterior.É marcada pó vários artistas de Roma após o saque de Roma;Fundaram novos centros regionais e estimularam vários aristas.
Características da Literatura no Maneirismo
Artes visuais, ou seja, pela perda da unidade clássica, que refletia consciência dramática.
O estilo de polimorfo e prolífico Shakespeare:
Sua obra sofre uma transformação ao longo do tempo mostrando a passagem da atmosfera renascentista humanista, idílica, e classicista para o maneirismo e sua melancolia, desencanto, complexidade.
Resumo da Obra
Lear, rei da Bretanha, decide dividir o reino entre suas três filhas: Goneril (esposa, do duque da Albany); Regan (esposa do duque de Cornualha); e Cordélia (que tinha por pretendentes o rei da França e o duque da Borgonha). Para calcular a partilha, pede às filhas que demonstrem a gratidão e o amor que sentem pelo pai. Apenas Cordélia contraria as expectativas do rei e é expulsa do reino, entregue sem dote ao rei da França. O duque de Kent intercede por Cordélia e também é expulso. O duque de Kent, entretanto, em vez de partir para o exílio, retorna ao reino disfarçado para só revelar-se no fim da peça.
Enquanto isso, o conde de Glócester, agindo de forma semelhante a Lear, acredita que o seu filho legítimo, Edgar, tem planos de matá-lo. Ajudado por Kent, Edgar refugia-se disfarçado de mendigo.
Lear se arrepende e volta sua fúria contra Goneril que se une a Regan contra o pai. Lear, Goneril e Regan se reencontram na casa do conde de Glócester, onde o rei rompe definitivamente com as filhas. Expulso, o velho rei enlouquece e se refugia em uma cabana, a mesma onde se escondiam Kent e Edgar, disfarçados.
Edmundo, filho bastardo de Glócester, trama novamente contra o pai e acusa-o de aliar-se aos franceses para invadir o reino da Bretanha. Furioso, o duque de Cornualha arranca os olhos de Glócester e o expulsa da própria casa. Um servidor fiel a Glócester mata Cornualha. Glócester, cego e arrependido de ter acreditado em Edmundo, segue guiado por Edgar até encontrar-se com Lear.
Edmundo seduz Goneril e Regan e torna-se o comandante das forças inglesas. Ao lado do duque de Albany vence os franceses, prende Lear e Cordélia e os condena à morte. Goneril envenena Regan com ciúme e se mata quando o próprio adultério é descoberto. Glócester morre de desgosto quando Edgard se revela. Alertado por Kent, Albany prende Edmundo que confessa a trama e avisa sobre a sentença contra Lear e Cordélia, porém, tarde demais. Cordélia é enforcada e Lear morre tentando reavivar a filha.
Análise de Rei Lear
Podemos observar em Rei Lear, fortes características do maneirismo. O Maneirismo foi um estilo de elite, reduzido a um grupo de intelectuais e teve como características; a fusão do cômico e do trágico, a figura do herói, ora ridículo, ora sublime e a síntese de elementos sensuais e intelectuais. Com uma linguagem carregada de metáforas e jogos de palavras misturando a realidade e a fantasia. Percebemos a trama cheia de reviravoltas, paixão, traição e com um final trágico.
Conclusão
A sociedade atual vivencia situações semelhantes às descritas por Shakespeare em King Lear. O egoísmo, a ganância pelo poder dentre outros fatores como a desigualdade social constroem um universo individualista que se não existisse, as concepções de justiça perderiam a utilidade.
CENTRO DE ENSINO ATENAS MARANHENSE - CEAMA
FACULDADE ATENAS MARANHENSE - FAMA
CURSO DE LETRAS - PORTUGUÊS
ERICA VANESSA COSTA LEITE
JUCERLAN DOS ANJOS NUNES
LAYLA MAGALHÃES ARAÚJO MAGALHAES
MARINA CORREA DOS SANTOS
NUBIA CARVALHO COSTA BATISTA
SAFIRA GEOVANNA SOUSA RABÊLO
ANÁLISE DA TRAGÉDIA “HAMLET”, DE WILLIAM SHAKESPEARE
São Luís
2010
FACULDADE ATENAS MARANHENSE - FAMA
CURSO DE LETRAS - PORTUGUÊS
ERICA VANESSA COSTA LEITE
JUCERLAN DOS ANJOS NUNES
LAYLA MAGALHÃES ARAÚJO MAGALHAES
MARINA CORREA DOS SANTOS
NUBIA CARVALHO COSTA BATISTA
SAFIRA GEOVANNA SOUSA RABÊLO
ANÁLISE DA TRAGÉDIA “HAMLET”, DE WILLIAM SHAKESPEARE
São Luís
2010
1 INTRODUÇÃO
William Shakespeare é considerado um dos mais importantes dramaturgos e escritores de todos os tempos. Seus textos literários são verdadeiras obras de arte e permaneceram vivas até os dias de hoje, onde são retratadas freqüentemente pelo teatro, televisão, cinema e literatura.
Nasceu no dia 23 de abril de 1564, na pequena cidade inglesa de Stratford-Avon. Nesta região começa seus estudos e já demonstra grande interesse pela literatura e pela escrita. Com 18 anos de idade casou-se com Anne Hathaway com quem teve três filhos.
No ano de 1591 foi morar na cidade de Londres, em busca de oportunidades na área cultural. Começa escrever sua primeira peça, Comédia dos Erros, no ano de 1590 e termina quatro anos depois. Nesta época escreveu aproximadamente 150 sonetos.
Embora seus sonetos sejam até hoje considerados os mais lindos de todos os tempos, foi na dramaturgia que ganhou destaque. Há inúmeras evidências que conquistou sucesso e fortuna com o teatro. No ano de 1594, entrou para a Companhia de Teatro de Lord Chamberlain, que possuía um excelente teatro em Londres, o Globe Theatre.
Neste período, o contexto histórico favorecia o desenvolvimento cultural e artístico, pois a Inglaterra vivia os tempos de ouro sob o reinado da rainha Elisabeth I. O teatro deste período, conhecido como teatro elisabetano, foi de grande importância. Escreveu tragédias, dramas históricos e comédias que marcam até os dias de hoje o cenário teatral.
A obra de Shakespeare é constituída basicamente por textos dramáticos. Esses textos fizeram e ainda fazem sucesso, pois tratam de temas próprios dos seres humanos, independente do tempo histórico. Amor, relacionamentos afetivos, sentimentos, questões sociais, temas políticos e outros assuntos, relacionados a condição humana, são constantes nas obras deste escritor.
A arte dramática de Shakespeare pode ser dividida em três fases. Numa primeira, que vai de 1590 a 1602, o dramaturgo escreveu comédias alegres e ligeiras, dramas históricos e tragédias no estilo renascentista. A segunda fase, iniciada em 1602 e que vai até aproximadamente 1610, caracteriza-se por tragédias grandiosas e comédias amargas; enquanto na terceira fase, que vai até o fim de sua vida, foram produzidas peças feéricas com finais conciliatórios. Embora alguns críticos queiram atribuir essas diferenças a acontecimentos de sua época, não há evidências que possam comprovar essa teoria. O mais provável é que tenha ocorrido uma simples mudança de estilo.
No ano de 1610, William Shakespeare retornou para Stratford, sua cidade natal, local onde escreveu sua última peça, A Tempestade, terminada somente em 1613. Em 23 de abril de 1616 faleceu o maior dramaturgo de todos os tempos, de causa ainda não identificada pelos historiadores.
Entre as principais obras de Shakespeare, pode-se citar:
· Comédias: O Mercador de Veneza, Sonho de uma noite de verão, A Comédia dos Erros, Os dois fidalgos de Verona, Muito barulho por coisa nenhuma, Noite de reis, Medida por medida, Conto do Inverno, Cimbelino, Megera Domada e A Tempestade.
· Tragédias: Tito Andrônico, Romeu e Julieta, Julio César, Macbeth, Antônio e Cleópatra, Coriolano, Timon de Atenas, O Rei Lear, Otelo e Hamlet.
· Dramas Históricos: Henrique IV, Ricardo III, Henrique V, Henrique VIII.
O Maneirismo foi um estilo e um movimento artístico que se desenvolveu na Europa, aproximadamente entre 1515 e 1600 como uma revisão de valores clássicos e naturalistas prestigiados pelo humanismo renascentista e cristalizados na Alta Renascença.
O termo Maneirismo foi utilizado por Giorgio Vasari para se referir a “maneira” de cada artista trabalhar. Uma evidente tendência para a estelização exagerada a um capricho nos detalhes começaram a ser sua marca extrapolando assim as rígidas linhas dos cânones clássicos.
Historicamente o consideram uma transição entre o renascimento e o barroco, enquanto outros preferem vê-lo como estilo dito. O certo porém, é que o movimento é uma conseqüência de um renascimento clássico que entra em decadência.Os artistas se veêm obrigados a partir em busca de elementos que lhes permitam renovar o desenvolvimento de todas as habilidades e técnicas adquiridas diante do renascimento.
“Segundo Arnold Hauser define o Maneirismo”: É impossível compreender o maneirismo se não se compreender o fato de que a sua imitação dos modelos clássicos é uma fuga dos caos ameaçador e que esforço subjetivo de suas formas é a expressão de medo de que a forma venham a cair na luta com a vida, e de que a arte venha a se desvanecer numa beleza sem conteúdo”.
Entre as influências do Maneirismo pode-se considerar que pintores, arquitetos e escultores são impelidos de deixar Roma com destino a outras cidades. Valendo-se dos elementos do renascimento, mas agora um espírito totalmente diferente ,uma arte de labirintos, espirais e proporções estranhos, que são sem dúvida, a marca inconfundível do estilo maneirista.Mais adiante essa arte acabaria cultivada em todas as grandes cidades européias.
Este movimento obteve também grande sucesso como expressão maneirista também na música e literatura.
Entre as características Maneirista, podemos citar:
· Contraste, paradoxo, oximoro e antíteses;
· Argumentos concretos complexos;
· Raciocínio de difícil entendimento;
· Poemas, geralmente sonetos de cunho lírico;
· Temática voltada para transitoriedade do tempo.
Nesse sentido, abordaremos nesse trabalho uma análise referente à Obra “Hamlet” de William Shakespeare, apartir da ênfase estabelecida pelas características peculiares do Maneirismo.
O trabalho se desenvolveu a partir de pesquisa bibliográfica. Sua relevância partiu da necessidade de fazer a leitura e compreender a obra acima citada e sua respectiva análise.
Para isso, buscou estruturar esse trabalho em alguns momentos. No primeiro momento encontramos a Introdução, com a apresentação do objeto de estudo, o objetivo do trabalho e a metodologia utilizada e como está estruturado o trabalho.
O trabalho apresenta a biografia de William Shakespeare, uma abordagem sobre o período maneirista e as características do Maneirismo. Apresenta-se o resumo da Obra “Hamlet” e sua respectiva análise a partir das características maneiristas. No último momento apresentamos as considerações finais.
2 RESUMO DA OBRA “HAMLET”
Hamlet é uma tragédia de William Shakespeare, escrita entre 1599 e 1601. A peça que ocorreu na Dinarmarca ,narra a história de como o príncipe Hamlet, tenta se vingar da morte de seu pai Hamlet,o rei, executando o seu próprio tio(Cláudio) que o envenenou e em seguida tomou o trono casando-se com a mãe de Hamlet.
O protagonista de Hamlet é o príncipe Hamlet de Dinamarca, filho do então recente morto Rei Hamlet e sobrinho do Rei Cláudio que era o irmão e sucessor de seu pai. Após a morte do Rei o Hamlet,Cláudio se cassou com a então viúva Gertrudes, que era a mãe do príncipe.
A peça se inicia em uma noite no Castelo Ralacerte,de Elsinore.
Bernardo e Marcelo oficiais do Castelo Ralacerte da Dinamarca foram render o soldado Francisco, para poderem encontrar o fantasma do Pai de Hamlet. Para guarda também veio Horácio, amigo de Hamlet filho, para poder compravar o que os oficiais lhe disseram.
Por volta de meia-noite o fantasma aparece e todos comprovam a semelhança do fantasma com o Hamlet Pai. Então eles decidem contar para Hamlet filho sobre o fantasma do pai.
No outro dia pela manhã, partiram ao encontro de Hamlet, o amigo Horácio e os oficiais para lhe contar o acontecido.
Ao encontrarem Hamlet, contaram tudo o que havia ocorrido na noite passada.Hamlet, então fez algumas perguntas a eles e então decidiram montar guarda com eles naquela noite.
À noite, na esplanada, Hamlet, Horácio e Marcelo, por volta das onze horas ficam a espera do aparecimento do fantasma.Horácio chama Hamlet para mostrar o fantasma.Hamlet pede ajuda dos céus para que ele pudesse falar com o fantasma do pai.
Horácio diz a Hamlet que o fantasma faz sinal para que o siga.Hamlet segue o pai.Hamlet pai pede para Hamlet filho se vingar do seu tio, pois ele tinha cometido assassinato e adultério.Hamlet promete ao pai que vai se vingar.
Depois de se despedir do pai, Hamlet pede aos seus amigos que não conte nada do que ocorrera a ninguém, fazendo-os jurarem sobre a espada.
Ofélia entra no quarto de seu pai Polônio, em desespero, gritando, ele pergunta o que aconteceu, ela diz a seu pai que Hamlet entrou no seu fora de si.
Polônio diz ao rei e a rainha que Hamlet está louco.Hamlet em companhia de seus amigos recebe os atores.Hamlet começa a trabalhar a peça em que encenará a morte do pai para o tio.
O Rei e a Rainha Gertrudes, planejam um encontro entre Hamlet e Ofélia para saber se o que sentes é amor, ou outra coisa que o faz sofrer assim.
Hamlet se despede de Ofélia, dizendo que já não a ama. O Rei Daniel acha que ele está doente mais não chega a loucura, ele pede a rainha que converse com o filho depois do espetáculo.
Hamlet pede para que seu amigo Horácio observe o Rei durante a apresentação da peça para que ambos possam julgar seu comportamento.
A peça se inicia e começa a mostrar a cena em que o rei é morto.O rei pergunta a Hamlet o nome da peça ele responde que é a Ratoeira. O rei se altera e pede o fim da representação.
Hamlet e Horácio percebem que o rei se reconhece na peça e por isso a sua alteração.A rainha pede que Hamlet vá ao seu encontro.Hamlet o faz.
O rei manda Hamlet o quanto antes para a Inglaterra.A rainha e Hamlet discutem e Polônio escuta tudo escondido.
O fantasma aparece ao lado de Hamlet no quarto da rainha, e começa a dialogar com ele e a rainha pergunta com quem falas e ele responde que é com o seu pai,tal como se vestia antes da morte.E o fantasma vai embora.
A rainha diz a Hamlet que ela não vai dizer nada em relação a que conversaram.
Hamlet foi enterrar o corpo de Polônio, a quem tirou a vida.Hamlet esconde o corpo de Polônio e todos no castelo estavam a procura.
A rainha conta a Ofélia o que aconteceu com seu pai.Ofélia se despede.
Ofélia se se afoga ao saber da morte do pai.Hamlet, se envenena e tem o mesmo fim de seu pai.
2.1 Análise da Obra Hamlet
A obra ocorre em virtude da vingança do Príncipe Hamlet, cujo pai, o finado Rei Hamlet morre de repente, enquanto o Príncipe estava longe de casa. Hamlet estava em Wittenberg, fora da Dinamarca, enquanto o pai fora supostamente picado por uma cobra peçonhenta.
O Rei Hamlet é sucedido no trono por seu irmão Cláudio, pois este casa-se com Gertrudes, a viúva mãe de Hamlet. O fantasma do rei aparece a Hamlet reclamando por vingança.
Através da leitura da tragédia Hamlet, de William Shakespeare percebemos que foi retratada na referida tragédia alguns preceitos entre eles a corrupção moral do meio real e ainda a contradição de diversos sentimentos que envolveram a tragédia por meio da vingança que move o personagem principal que é Hamlet.
Dessa forma na obra observamos as principais características maneiristas, as quais se refletem nas atitudes do jovem príncipe Hamlet, o qual se mostra inconformado após a morte de seu pai (O Rei Hamlet) e ainda com o casamento de sua mãe com o seu tio.
Percebemos ainda a utilização de alguns aspectos no intuito de serem demonstradas suas ideias, como a ironia e o jogo de palavras.
Vale ressaltar que as características peculiares do Maneirismo e dos heróis desse estilo são representadas por Hamlet na medida que este constitui um personagem independente, reflexivo e que de uma certa forma sabe enfrentar os conflitos internos por meio do seu “eu”, das suas crenças e ainda pelas conseqüências e causas de suas atitudes.
Ainda podemos observar na Obra Hamlet a presença da degeneração humana, atitude esta que pode ocasionar a ambição e a traição. Nesse sentido percebemos por meio da leitura que a história de Hamlet trata-se de aspectos psicológicos, na medida em que há uma centralização nas emoções do jovem príncipe Hamlet.
Durante toda a obra, Hamlet não pensa em mais nada, a não ser em vingar-se e destruir-se seu inimigo, em virtude de viver preso na solidão e na dúvida. As respostas que ele desejava obter encontrava-as na medida que fazia uma espécie de sondagem à alma do homem.
Particularmente, em todas as produções artísticas do Renascimento é evidente a existência de diversas crenças religiosas. Dessa maneira William Shakespeare não se esquiva disso e é perceptível em sua obra a crença em Deus e no castigo divino e ainda diversas superstições relacionadas à religião.
Em Hamlet podemos ressaltar um excelente exemplo da crença católica no momento em que o Rei Cláudio tenta rezar de maneira inútil, com o propósito de está purificando a sua alma com pecados diante de Deus.
Em relação às superstições percebemos que na obra Hamlet isso se evidencia quando Hamlet encontrou uma excelente oportunidade para matar o rei Cláudio, mas acabou desistindo em virtude do rei está rezando. Ele acreditava se matasse o rei naquele momento de oração o mesmo iria para o céu.
No que se refere a alienação, é notável que Hamlet encontra-se alienado,ao passo que a realidade dos fatos é desconhecida para o mesmo.É perceptível que Hamlet foi persuadido pelo fantasma do próprio pai a cometer o ato da vingança. A alienação de Hamlet é bastante influenciadora no desvelamento da catarse.
Vale ressaltar a presença na obra da comunicação persuasiva, sendo que para que a oratória desempenhe seu papel com evidência e eficiência, se faz necessário as fraquezas humanas.
Observamos ainda a presença do fator arrependimento,quando mesmo cometendo terríveis atos cruéis,mas há no fundo dor na consciência. Isso é perceptível no momento em que Hamlet já estava decidido a realizar a vingança da morte de seu pai,mas se sentiu angustiado com a dúvida:” Ser ou não ser,eis a questão”.
Quanto a presença do sobrenatural observamos que Hamlet acaba por pressentir, por sentir, por vê e tinha visões do que ainda estava por vir.Isso é evidenciado quando ele começa a olhar o especto de seu pai.
Em Hamlet a ação vai evoluindo de uma forma que diversos questionamentos e problemas são evidenciados, quando chegam a ser insolúveis e de uma certa forma não possuem respostas.
Nesse sentido há uma dualidade entre o homem de ação e o intelectual, sendo que Hamlet nunca age no momento oportuno ou acaba em adiar algo que deve ser feito, como no caso em matar Cláudio ou se precipita e dar o fim em Polônio.
Há uma diferenciação entre Hamlet e os demais heróis trágicos.Hamlet apresentava uma consciência crítica em relação ao mundo e ao ambiente em que vivia, sendo que não permitia que seu destino fosse determinado somente pelas interferências divinas,mas pelo controle do seu caráter e das suas ações.
Cabe ainda destacar uma relação entre o comportamento de Hamlet com o Complexo de Édipo quando percebe-se um desejo incestuoso pelo pai,sendo que Hamlet amava mais a figura do seu pai do que a si mesmo.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
William Shakespeare foi considerado um dos melhores escritores de sua época, o que fez com que acabasse por ser tão lido e explorado por todos, pois após seu falecimento em 1616, o mesmo passou a ser um grande mito literário.
Seus textos dramáticos obtiveram grande sucesso na medida em que abordavam temas peculiares como o amor, sentimentos, questões sociais, relacionamentos afetivos, entre outros.
Shakespeare, segundo alguns autores não seria incluído no estilo literário renascentista, mas sim no maneirismo o qual se caracterizava por tentar a conciliação das heranças medieval e renascentistas, fundir o cômico e o trágico, colocar uma natureza dupla do herói pela presença do grotesco e o convívio dos elementos realistas e fantásticos.
O estilo maneirista tinha como característica a junção da mentalidade medieval com o realismo renascentista. No maneirismo predominava a sensação de ambigüidade de todas as coisas, a ironia e o jogo de palavras.
Percebemos que tanto a oratória, quanto o discurso e a persuasão se fazem presente em Hamlet . Ainda há uma certa confusão em relação ao autoritarismo,à luta entre o bem e mal e a indecisão que constituem a dúvida e o engano quanto à aparência.
Enfim,Hamlet constitui-se a tragédia da dúvida, do desespero do solitário príncipe, da violência do mundo,sendo atualmente a obra de Shakespeare mais representada e estudada até hoje.
REFERÊNCIAS
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SHAKESPEARE,William.Hamlet.São Paulo: Martin Claret, 2000.
SHAKESPEARE, William. Shakespeare de A a Z:livro de citações. Porto Alegre: L&PM,1999.
http://www.paralerepensar.com.br/shakespeare.htm-Acesso em 21 de Abril de 2010.
Bernardo e Marcelo oficiais do Castelo Ralacerte da Dinamarca foram render o soldado Francisco, para poderem encontrar o fantasma do Pai de Hamlet. Para guarda também veio Horácio, amigo de Hamlet filho, para poder compravar o que os oficiais lhe disseram.
Por volta de meia-noite o fantasma aparece e todos comprovam a semelhança do fantasma com o Hamlet Pai. Então eles decidem contar para Hamlet filho sobre o fantasma do pai.
No outro dia pela manhã, partiram ao encontro de Hamlet, o amigo Horácio e os oficiais para lhe contar o acontecido.
Ao encontrarem Hamlet, contaram tudo o que havia ocorrido na noite passada.Hamlet, então fez algumas perguntas a eles e então decidiram montar guarda com eles naquela noite.
À noite, na esplanada, Hamlet, Horácio e Marcelo, por volta das onze horas ficam a espera do aparecimento do fantasma.Horácio chama Hamlet para mostrar o fantasma.Hamlet pede ajuda dos céus para que ele pudesse falar com o fantasma do pai.
Horácio diz a Hamlet que o fantasma faz sinal para que o siga.Hamlet segue o pai.Hamlet pai pede para Hamlet filho se vingar do seu tio, pois ele tinha cometido assassinato e adultério.Hamlet promete ao pai que vai se vingar.
Depois de se despedir do pai, Hamlet pede aos seus amigos que não conte nada do que ocorrera a ninguém, fazendo-os jurarem sobre a espada.
Ofélia entra no quarto de seu pai Polônio, em desespero, gritando, ele pergunta o que aconteceu, ela diz a seu pai que Hamlet entrou no seu fora de si.
Polônio diz ao rei e a rainha que Hamlet está louco.Hamlet em companhia de seus amigos recebe os atores.Hamlet começa a trabalhar a peça em que encenará a morte do pai para o tio.
O Rei e a Rainha Gertrudes, planejam um encontro entre Hamlet e Ofélia para saber se o que sentes é amor, ou outra coisa que o faz sofrer assim.
Hamlet se despede de Ofélia, dizendo que já não a ama. O Rei Daniel acha que ele está doente mais não chega a loucura, ele pede a rainha que converse com o filho depois do espetáculo.
Hamlet pede para que seu amigo Horácio observe o Rei durante a apresentação da peça para que ambos possam julgar seu comportamento.
A peça se inicia e começa a mostrar a cena em que o rei é morto.O rei pergunta a Hamlet o nome da peça ele responde que é a Ratoeira. O rei se altera e pede o fim da representação.
Hamlet e Horácio percebem que o rei se reconhece na peça e por isso a sua alteração.A rainha pede que Hamlet vá ao seu encontro.Hamlet o faz.
O rei manda Hamlet o quanto antes para a Inglaterra.A rainha e Hamlet discutem e Polônio escuta tudo escondido.
O fantasma aparece ao lado de Hamlet no quarto da rainha, e começa a dialogar com ele e a rainha pergunta com quem falas e ele responde que é com o seu pai,tal como se vestia antes da morte.E o fantasma vai embora.
A rainha diz a Hamlet que ela não vai dizer nada em relação a que conversaram.
Hamlet foi enterrar o corpo de Polônio, a quem tirou a vida.Hamlet esconde o corpo de Polônio e todos no castelo estavam a procura.
A rainha conta a Ofélia o que aconteceu com seu pai.Ofélia se despede.
Ofélia se se afoga ao saber da morte do pai.Hamlet, se envenena e tem o mesmo fim de seu pai.
2.1 Análise da Obra Hamlet
A obra ocorre em virtude da vingança do Príncipe Hamlet, cujo pai, o finado Rei Hamlet morre de repente, enquanto o Príncipe estava longe de casa. Hamlet estava em Wittenberg, fora da Dinamarca, enquanto o pai fora supostamente picado por uma cobra peçonhenta.
O Rei Hamlet é sucedido no trono por seu irmão Cláudio, pois este casa-se com Gertrudes, a viúva mãe de Hamlet. O fantasma do rei aparece a Hamlet reclamando por vingança.
Através da leitura da tragédia Hamlet, de William Shakespeare percebemos que foi retratada na referida tragédia alguns preceitos entre eles a corrupção moral do meio real e ainda a contradição de diversos sentimentos que envolveram a tragédia por meio da vingança que move o personagem principal que é Hamlet.
Dessa forma na obra observamos as principais características maneiristas, as quais se refletem nas atitudes do jovem príncipe Hamlet, o qual se mostra inconformado após a morte de seu pai (O Rei Hamlet) e ainda com o casamento de sua mãe com o seu tio.
Percebemos ainda a utilização de alguns aspectos no intuito de serem demonstradas suas ideias, como a ironia e o jogo de palavras.
Vale ressaltar que as características peculiares do Maneirismo e dos heróis desse estilo são representadas por Hamlet na medida que este constitui um personagem independente, reflexivo e que de uma certa forma sabe enfrentar os conflitos internos por meio do seu “eu”, das suas crenças e ainda pelas conseqüências e causas de suas atitudes.
Ainda podemos observar na Obra Hamlet a presença da degeneração humana, atitude esta que pode ocasionar a ambição e a traição. Nesse sentido percebemos por meio da leitura que a história de Hamlet trata-se de aspectos psicológicos, na medida em que há uma centralização nas emoções do jovem príncipe Hamlet.
Durante toda a obra, Hamlet não pensa em mais nada, a não ser em vingar-se e destruir-se seu inimigo, em virtude de viver preso na solidão e na dúvida. As respostas que ele desejava obter encontrava-as na medida que fazia uma espécie de sondagem à alma do homem.
Particularmente, em todas as produções artísticas do Renascimento é evidente a existência de diversas crenças religiosas. Dessa maneira William Shakespeare não se esquiva disso e é perceptível em sua obra a crença em Deus e no castigo divino e ainda diversas superstições relacionadas à religião.
Em Hamlet podemos ressaltar um excelente exemplo da crença católica no momento em que o Rei Cláudio tenta rezar de maneira inútil, com o propósito de está purificando a sua alma com pecados diante de Deus.
Em relação às superstições percebemos que na obra Hamlet isso se evidencia quando Hamlet encontrou uma excelente oportunidade para matar o rei Cláudio, mas acabou desistindo em virtude do rei está rezando. Ele acreditava se matasse o rei naquele momento de oração o mesmo iria para o céu.
No que se refere a alienação, é notável que Hamlet encontra-se alienado,ao passo que a realidade dos fatos é desconhecida para o mesmo.É perceptível que Hamlet foi persuadido pelo fantasma do próprio pai a cometer o ato da vingança. A alienação de Hamlet é bastante influenciadora no desvelamento da catarse.
Vale ressaltar a presença na obra da comunicação persuasiva, sendo que para que a oratória desempenhe seu papel com evidência e eficiência, se faz necessário as fraquezas humanas.
Observamos ainda a presença do fator arrependimento,quando mesmo cometendo terríveis atos cruéis,mas há no fundo dor na consciência. Isso é perceptível no momento em que Hamlet já estava decidido a realizar a vingança da morte de seu pai,mas se sentiu angustiado com a dúvida:” Ser ou não ser,eis a questão”.
Quanto a presença do sobrenatural observamos que Hamlet acaba por pressentir, por sentir, por vê e tinha visões do que ainda estava por vir.Isso é evidenciado quando ele começa a olhar o especto de seu pai.
Em Hamlet a ação vai evoluindo de uma forma que diversos questionamentos e problemas são evidenciados, quando chegam a ser insolúveis e de uma certa forma não possuem respostas.
Nesse sentido há uma dualidade entre o homem de ação e o intelectual, sendo que Hamlet nunca age no momento oportuno ou acaba em adiar algo que deve ser feito, como no caso em matar Cláudio ou se precipita e dar o fim em Polônio.
Há uma diferenciação entre Hamlet e os demais heróis trágicos.Hamlet apresentava uma consciência crítica em relação ao mundo e ao ambiente em que vivia, sendo que não permitia que seu destino fosse determinado somente pelas interferências divinas,mas pelo controle do seu caráter e das suas ações.
Cabe ainda destacar uma relação entre o comportamento de Hamlet com o Complexo de Édipo quando percebe-se um desejo incestuoso pelo pai,sendo que Hamlet amava mais a figura do seu pai do que a si mesmo.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
William Shakespeare foi considerado um dos melhores escritores de sua época, o que fez com que acabasse por ser tão lido e explorado por todos, pois após seu falecimento em 1616, o mesmo passou a ser um grande mito literário.
Seus textos dramáticos obtiveram grande sucesso na medida em que abordavam temas peculiares como o amor, sentimentos, questões sociais, relacionamentos afetivos, entre outros.
Shakespeare, segundo alguns autores não seria incluído no estilo literário renascentista, mas sim no maneirismo o qual se caracterizava por tentar a conciliação das heranças medieval e renascentistas, fundir o cômico e o trágico, colocar uma natureza dupla do herói pela presença do grotesco e o convívio dos elementos realistas e fantásticos.
O estilo maneirista tinha como característica a junção da mentalidade medieval com o realismo renascentista. No maneirismo predominava a sensação de ambigüidade de todas as coisas, a ironia e o jogo de palavras.
Percebemos que tanto a oratória, quanto o discurso e a persuasão se fazem presente em Hamlet . Ainda há uma certa confusão em relação ao autoritarismo,à luta entre o bem e mal e a indecisão que constituem a dúvida e o engano quanto à aparência.
Enfim,Hamlet constitui-se a tragédia da dúvida, do desespero do solitário príncipe, da violência do mundo,sendo atualmente a obra de Shakespeare mais representada e estudada até hoje.
REFERÊNCIAS
.
SHAKESPEARE,William.Hamlet.São Paulo: Martin Claret, 2000.
SHAKESPEARE, William. Shakespeare de A a Z:livro de citações. Porto Alegre: L&PM,1999.
http://www.paralerepensar.com.br/shakespeare.htm-Acesso em 21 de Abril de 2010.
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